20 de nov. de 2010
ORIENTE MÉDIO
06:04 | Postado por
Jutahy
Al-Qaeda do Iêmen quer união com Somália para controlar Mar Vermelho
O saudita Shiri esteve detido na Baía de Guantánamo
Um dos líderes do braço da rede extremista Al-Qaeda no Iêmen elogiou a liderança da rede na Somália pela oferta de envio de militantes ao país e convocou os muçulmanos da região para uma guerra santa e por um bloqueio do Mar Vermelho.
“Os cristãos, os judeus e os governantes apóstatas traidores atacaram vocês, vocês não têm outra saída dessa questão a não ser travando um jihad”, disse o saudita Saeed al- Shiri, considerado o número dois da Al-Qaeda no Iêmen em uma mensagem de áudio divulgada na internet.
Ex-detento da prisão de Guantánamo, al-Shiri agradeceu a oferta de cooperação dos militantes somalis do grupo Al Shebab “em nossa próxima batalha contra o líder dos infiéis, a América”.
O grupo de al-Shiri assumiu a autoria de um atentado fracassado contra um avião americano no dia 25 de dezembro.
Ele também pediu ajuda a militantes somalis para controlar o estreito de Bab al Mandab, que separa a península arábica da África.
Segundo ele, quando o estreito, que dá passagem ao Mar Vermelho “voltar às mãos do Islã”, ele será “fechado e isso vai fechar a porta e apertar o nó sobre os judeus (Israel) por causa do apoio americano pelo Mar Vermelho”, disse ele.
"Por causa da importância marítima do Bab al Mandab, isso seria uma grande vitória."
Ameaça
Correspondentes ressaltam que a Al Qaeda na Somália não controla a área próxima ao estreito, tendo maior influência sobre o sul do país e partes da capital, Mogadishio.
As alianças com grupos piratas, que dominam as águas somalis, seriam também apenas ocasionais.
O governo iemenita prometeu continuar combatendo a Al-Qaeda no país.
No domingo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a ameaça gerada pela Al-Qaeda seria maior do que a de um Irã com armas nucleares.
"Creio que a maioria de nós entende que a maior das ameaças são as redes internacionais", disse ela referindo-se aos militantes da Al Qaeda no Afeganistão, Paquistão, norte da África e Iêmen.
Estas redes estariam evoluindo para tornarem-se "mais criativas, ágeis e flexíveis".
Autoridades de países do Ocidente e da Arábia Saudita temem que a crescente instabilidade entre rebeldes xiitas e separatistas do Sul do Iêmen possa permitir um fortalecimento das operações da rede Al-Qaeda no país.
Um dos líderes da Al Qaeda no Iêmen elogiou a liderança da rede na Somália pela oferta de envio de militantes ao país e prometeu ataques aos EUA e bloquear a entrada do Mar Vermelho.
Em uma mensagem postada na internet, o saudita Saeed al Shiri, ex-detento da Baía de Guantánamo e considerado o número dois da Al Qaeda no Iêmen agradeceu a oferta de cooperação dos militantes somalis do grupo Al Shebab “em nossa próxima batalha contra o líder dos infiéis, América”.
Ele também pediu ajuda à militantes somalis para controlar o estreito de Bab al Mandab, que separa a península arábica da África.
Quando o estreito, que dá passagem ao Mar Vermelho “voltar às mãos do Islã”, ele será “fechado e isso vai fechar a porta e apertar o nó sobre os judeus (Israel) por causa do apoio americano pelo Mar Vermelho”, disse o pronunciamento gravado em audio.
"Por causa da importância marítima do Bab al Mandab, isso seria uma grande vitória."
Ameaça
No entanto, correspondentes ressaltam que a Al Qaeda na Somália não controla a áera próxima ao estreito, tendo maior influência sobre o sul do país e partes da capital, Mogadishio.
As alianças com grupos piratas, que dominam as águas somalis, seriam também apenas ocasionais.
O grupo de Sheri assumiu a autoria de um atentado fracassado contra um avião americano no dia 25 de dezembro.
O governo iemita prometeu continuar combatendo a Al Qaeda no país.
No domingo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a ameaça gerada pela Al Qaeda seria maior do que a de um Irã com armas nucleares.
"Creio que a maioria de nós entende que a maior das ameaças são as redes internacionais", disse ela referindo-se aos militantes da Al Qaeda no Afeganistão, Paquistão, norte da África e Iêmen.
Estas redes estariam evoluindo para tornarem-se "mais criativas, ágeis e flexíveis".
16 de nov. de 2010
Inglaterra é só parte do Reino Unido
14:56 | Postado por
Jutahy
Qual a diferença entre Grã-Bretanha, Reino Unido e Inglaterra?
Qual a diferença entre Grã-Bretanha, Reino Unido e Inglaterra?!Essa confusão é muito comum. Os três nomes se referem mais ou menos à mesma região do globo. Mas Grã-Bretanha é uma divisão geográfica, o nome da ilha onde fica a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales a maior ilha do arquipélago britânico (veja mapas ao lado).
Já Reino Unido é uma divisão política. O nome oficial é Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. Ele engloba todos os países da nevoenta Ilha da Grã-Bretanha e mais a Irlanda do Norte. O restante da Irlanda constitui um país independente.
O governo que rege a Inglaterra, a Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte é uma democracia parlamentar monárquica. A Inglaterra, o mais conhecido de todos, é o maior país do Reino Unido.
Mas atenção: tome cuidado para não ferir susceptibilidades. Nada irrita mais um escocês do que ser chamado de inglês. Eles fazem questão absoluta de manter as diferenças.
Veja a diferença entre os termos usados para definir regiões próximas.
Grã-Bretanha é o nome da maior das ilhas do arquipélago britânico, formada por três países.
O Reino Unido é a soma dos países da Grã-Bretanha com a Irlanda do Norte.
A Inglaterra é o maior país do Reino Unido e ocupa mais da metade da ilha.
A Questão da Irlanda
O recente acordo celebrado na Irlanda do Norte pretende por fim à séculos de dominação inglesa e à décadas de terrorismo de guerrilheiros separatistas e de paramilitares protestantes.
Nas últimas décadas, as ações terroristas do IRA ( Exército Republicano Irlandês), organização "católica", e da Força de Voluntários do Ulster, força paramilitar "protestante" foram responsáveis por dezenas de mortes e representaram o problema externo mais grave enfrentado pelos governantes da Inglaterra.
A história da Irlanda é totalmente desconhecida no ensino brasileiro, e o conhecimento da história da Inglaterra é superficial, em seus "grandes momentos", como a formação da Monarquia, o absolutismo ou a Revolução Industrial e nunca faz referência ao domínio sobre a Irlanda. Então surge a pergunta: Por que a guerra entre católicos e protestantes? Se na maioria dos países ocidentais existem várias religiões convivendo pacificamente, por que isso não ocorre na Irlanda do Norte?
ORIGENS DO CONFLITO
Para compreendermos o problema, temos que buscar suas raízes no século XII, quando começou a conquista inglesa do território irlandês e a partir de então podemos perceber que o problema não é religioso, pois nesse período não havia "protestantes". O que estava em jogo era o aumento do poder real, no contexto da crise feudal e do início do processo de formação da Monarquia Nacional. Para Henrique II, a conquista de territórios significava o aumento de seu poder, uma vez que, a nobreza irlandesa tornava-se vassala do rei e consequentemente passava a lhe dever benefícios, tanto em gêneros, como em tributos ou inclusive em homens para a formação de exércitos. Desde 1175 o rei impôs seu poder através da Tratado de Windsor, a partir do qual passaram a valer as leis inglesas para a Irlanda.
Nas últimas décadas, as ações terroristas do IRA ( Exército Republicano Irlandês), organização "católica", e da Força de Voluntários do Ulster, força paramilitar "protestante" foram responsáveis por dezenas de mortes e representaram o problema externo mais grave enfrentado pelos governantes da Inglaterra.
A história da Irlanda é totalmente desconhecida no ensino brasileiro, e o conhecimento da história da Inglaterra é superficial, em seus "grandes momentos", como a formação da Monarquia, o absolutismo ou a Revolução Industrial e nunca faz referência ao domínio sobre a Irlanda. Então surge a pergunta: Por que a guerra entre católicos e protestantes? Se na maioria dos países ocidentais existem várias religiões convivendo pacificamente, por que isso não ocorre na Irlanda do Norte?
ORIGENS DO CONFLITO
Para compreendermos o problema, temos que buscar suas raízes no século XII, quando começou a conquista inglesa do território irlandês e a partir de então podemos perceber que o problema não é religioso, pois nesse período não havia "protestantes". O que estava em jogo era o aumento do poder real, no contexto da crise feudal e do início do processo de formação da Monarquia Nacional. Para Henrique II, a conquista de territórios significava o aumento de seu poder, uma vez que, a nobreza irlandesa tornava-se vassala do rei e consequentemente passava a lhe dever benefícios, tanto em gêneros, como em tributos ou inclusive em homens para a formação de exércitos. Desde 1175 o rei impôs seu poder através da Tratado de Windsor, a partir do qual passaram a valer as leis inglesas para a Irlanda.
Catelo medieval na Irlanda
O domínio da Inglaterra retraiu-se durante os séculos XIV e XV, período de crise decorrente da Guerra dos Cem Anos (1337 - 1453) contra a França; e da Guerra das Duas Rosas (1455 - 85), que envolveu praticamente toda a Inglaterra, numa disputa entre as grandes famílias de nobres pelo poder. Após a Guerra das Duas Rosas iniciou-se a Dinastia Tudor, que centralizou o poder e, com Henrique VIII consolidou o absolutismo no país. O governo absolutista na Inglaterra teve como um de seus mais importantes alicerces a Igreja Anglicana, criada pelo próprio rei no contexto da Reforma Protestante, reconhecida pelo Parlamento como Igreja Oficial do Estado através do Ato de Supremacia (1534) Durante a Idade Moderna as igrejas européias, não só a Anglicana, foram utilizadas como instrumentos de poder, e não só na Inglaterra. A característica marcante do ponto de vista religioso foi a intolerância, praticada por reis e clérigos: Assim como os protestantes eram perseguidos nos países católicos, esses eram perseguidos nos países protestantes, como na Inglaterra a partir de Henrique VIII; foi assim que o conflito com a Irlanda passou a ter feições religiosas.
Henrique VIII
A imposição do poder absoluto inglês foi acompanhado da imposição da nova religião. Dessa maneira, a manutenção do catolicismo por parte dos irlandeses tornou-se uma forma de contestar o domínio inglês, além de preservar sua própria cultura.
A contestação ao domínio inglês representava a luta contra o poder político e religiosos já que os dois estavam concentrados nas mãos do rei, principalmente durante o reinado de Elizabeth I, que impôs os Estatutos de Supremacia e Uniformidade, reafirmando a supremacia da Igreja e das leis inglesas sobre a Irlanda
O SÉCULO XVII
Durante o reinado de Jaime I (1603-25), consolidou-se o controle das terras pelos ingleses, em especial na região do Ulster, onde foi instituído um sistema de colonização baseado na pequena propriedade, discriminando-se os irlandeses.
A situação de exploração e miséria, e de imposições político-religiosas determinou o início de uma grande rebelião em 1641, violentamente reprimida pelas tropas de Oliver Cromwell, líder da Revolução Puritana, fanático calvinista que havia deposto o rei e proclamado a República na Inglaterra, que derrotou completamente a rebelião em 1652, quando então, a maior parte das terras passaram para a mão dos ingleses.
Até o final do século os irlandeses rebelaram-se outras vezes e foram reprimidos, consolidando-se o poder inglês. Após a derrota de Jaime II em 1690os irlandeses viveram um período de miséria e de perseguições, respinsável pelo desenvolvimento de um maior sentimento nacionalista e católico, uma vez que a repressão inglesa passou a estar associada à religião "protestante".
Oliver Cromwell
A INDEPENDÊNCIA
A repressão inglesa e o sentimento nacionalista foram responsáveis pela eclosão de uma Revolução em 1798, dirigida por uma sociedade secreta denominada Irlandeses Unidos.
Em 1829, um movimento nacionalista e popular conquistou alguns direitos políticos e civis para os católicos, que poderiam ocupar a maior parte dos cargos públicos, apesar da manutenção do voto censitário.
Entre 1847-48 o país foi assolado pela fome ( devido à praga na cultura de batata) e por uma epidemia de tifo, responsáveis pela morte de aproximadamente 800.000 pessoas, cerca de 10% da populaçãp total do País. Nas décadas seguintes a crise foi responsável pela grande imigração, principalmente para o norte dos EUA.
Em 1905 foi fundado o Sinn Féin (nós sozinhos) importante movimento nacionalista que se propunha a lutar pela soberania da Irlanda de forma legal e que, com grande apoio popular, elegeu em 1918 a maioria dos deputados irlandeses ao Parlamento Britânico. Fortalecido, o Sinn Féin proclamou unilateralmente a independência da Irlanda, provocando a reação inglesa e de grupos protestantes da região do Ulster (norte). Depois de dois anos de conflitos, em 6 de dezembro de 1921, foi assinado um tratado pelo qual a Irlanda ( com exceção do Ulster) tornou-se um Estado independente, porém considerado ainda como domínio da coroa inglesa, integrando a commonwelth.
A independência completa foi obtida a partir da Constituição de 1937, quando a Irlanda passou a denominar-se EIRE, desvinculando-se completamente da monarquia britânica; porém essa situação somente foi reconhecida pela Inglaterra em 1949, que concedeu autonomia ao Ulster, que passou a denominar-se Irlanda do Norte.
Muro de Belfast - Representação anti inglesa
"IRA"
Fundado em 1919, o IRA ( Irish Republican Army) passou a utilizar-se da guerrilha como forma de eliminar o domínio inglês e obter a independência da Irlanda, e posteriormente, pretendendo a unificação da Irlanda do Norte ao restante do país. Nas últimas três décadas as ações do IRA e dos grupos paramilitares â??protestantes" intensificaram suas ações e foram res[ponsáveis por vários atentados na Irlanda do Norte, principalmente na capital, Belfast.
A ascensão do Partido Trabalhista ao poder em 1997, a criação do Euro e a "nova ordem mundial" criaram novas condições de negociação política, tendo de um lado a Inglaterra uma nova preocupação, em fortalecer-se dentro da Europa e a própria elite irlandesa católica, preocupada em aproveitar as novas condições de desenvolvimento. A suspensão dos atentados por ambos os lados foi fundamental para que as negociações pudessem existir, criando condições concretas para a pacificação da região.
Países europeus discutem crise da Irlanda (que não é a do Norte)
Crise -
Artigo publicado em 16 de Novembro de 2010 - Atualizado em 16 de Novembro de 2010
Martin Mansergh, ministro irlandês das Finanças, participa hoje da reunião do Conselho Europeu em Bruxelas.
www.consilium.europa.eu
Os ministros das Finanças da zona euro realizam hoje uma reunião de crise em Bruxelas para discutir a situação financeira da Irlanda, que está enfrentando sérias dificuldades para refinanciar suas dívidas e já ameaça arrastar Portugal, Espanha e outros países europeus na pior crise econômica desde a criação da zona euro.
O Banco Central europeu quer convencer a Irlanda, que está vivendo a pior crise econômica de seus últimos 70 anos, a aceitar ajuda do fundo europeu de resgate e do Fundo Monetário Internacional (FMI), como fez a Grécia no início do ano.As contas públicas irlandesas registram um rombo colossal de 32% do PIB, o Produto Interno Bruto do país. O aumento do déficit irlandês se deve, principalmente, às operações feitas durante a crise financeira mundial para socorrer o setor bancário do país. Com a crise, a previsão é a de que 200 mil pessoas – cerca de 5% da população – deixem o país para tentar a sorte no exterior.
Apesar das recentes declarações de que a União Europeia estaria pronta para socorrer a Irlanda, Dublin continua resistindo a pedir apoio financeiro à Bruxelas. Às vésperas da reunião dos países da zona do euro, o ministro irlandês para Assuntos Europeus, Dick Roche, voltou a insistir sobre a capacidade da Irlanda em resolver os próprios problemas, sem ajuda externa.
Ainda sob os efeitos da tragédia da dívida grega, Bruxelas tem medo que a deterioração da crise irlandesa possa vir a contaminar as economias mais frágeis do bloco e desestabilizar o euro. O governo irlandês assegura que o país tem liquidez suficiente até meados do ano que vem, e que, no momento, não faz sentido recorrer a um pacote de financiamento para equilibrar as contas públicas da Irlanda.
A resistência de Dublin poderia ser o receio de perder a soberania do país. Ao aceitar o fundo de emergência do bloco, os irlandeses estariam, de uma certa maneira, sob a tutela dos parceiros. Mas a prioridade da Europa é defender o euro, e por isso, há pressão para que a Irlanda receba o socorro financeiro da União Europeia.
15 de nov. de 2010
UFBA 1ª FASE HUMANAS
17:38 | Postado por
Jutahy
QUESTÃO 11
O GABARITO ESTÁ ERRADO NO SOMATÓRIO. O CORRETO É 57.
QUESTÃO 12
QUESTÃO 13
QUESTÃO 14
QUESTÃO 15
QUESTÃO 16
QUESTÃO 17
O GABARITO ESTÁ ERRADO NO SOMATÓRIO. O CORRETO É 98.
QUESTÃO 18
QUESTÃO 19
QUESTÃO 20
QUESTÃO 21
QUESTÃO 22
QUESTÃO 23
QUESTÃO 24
QUESTÃO 25
QUESTÃO 26
QUESTÃO 27
QUESTÃO 28
14 de nov. de 2010
DARFUR PODE CAIR NO VESTIBA GALERA
16:15 | Postado por
Jutahy
Entenda a crise de Darfur
Mais de dois milhões de pessoas vivem em campos de refugiados, depois de terem sido desalojados em mais de três anos de conflito na região de Darfur, no Sudão. Acredita-se que pelo menos 200 mil pessoas já morreram.
Confira abaixo um resumo sobre o conflito.
A região
Darfur é uma província semi-árida, na região oeste do Sudão, que é o maior país do continente. Sozinha, a região é maior do que o território francês.
O país é dominado por uma população de origem árabe, enquanto em Darfur a maioria é de origem centro-africana, sobretudo nômades e de diversas etnias.
Existe tensão em Darfur há muitos anos por causa de disputas territoriais e de direitos de pastagem entre os árabes, majoritariamente nômades, e os fazendeiros dos grupos étnicos de Fur, Massaleet e Zagawa.
Dois grupos rebeldes que se opõem ao governo se uniram, formando o Fronte de Redenção Nacional, liderado pelo ex-governador de Darfur Ahmed Diraige, mesmo havendo diferenças étnicas e políticas entre eles.
O conflito
As hostilidades se iniciaram na região árida e pobre em meados de 2003, depois que um grupo rebelde começou a atacar alvos do governo, alegando que a região estava sendo negligenciada pelas autoridades sudanesas em Cartum.
| Estima-se que conflito levou dois milhões a deixarem suas casas |
A retaliação do governo veio na forma de uma campanha de repressão da região, e mais de dois milhões de pessoas deixaram suas casas. Como a maioria das áreas é inacessível para funcionários de organizações humanitárias, é impossível se precisar o número de vítimas.
Contudo, uma estimativa publicada na revista americana Science, feita com base em áreas às quais se têm acesso, sustenta que “pelo menos 200 mil” já morreram assassinados ou em conseqüência de fome ou doença nos campos de refugiados.
Há relatos de intenso bombardeio de vilarejos por aviões da força aérea, seguidos por ataques das milícias Janjaweed, que são africanos muçulmanos de origem árabe.
Nos ataques dos Janjaweed (que usam camelos e cavalos), acusações de assassinatos, estupros e roubos são comuns.
Refugiados e observadores externos afirmam que há uma tentativa deliberada de se expulsar a população negra africana de Darfur.
O governo do Sudão admite a existência de "milícias de auto-defesa", mas nega que tenha ligações com os Janjaweed e diz que as acusações são exageradas.
Muitas mulheres dizem que foram raptadas pelos Janjaweed e mantidas como escravas sexuais por mais de uma semana antes de serem libertadas.
Refugiados
Aqueles que conseguiram escapar da violência, agora estão vivendo em campos de refugiados espalhados por Darfur, enquanto cerca de 200 mil sudaneses cruzaram a fronteira do vizinho Chade, que na sua região leste, tem uma configuração étnica semelhante à da população de Darfur.
| Janjaweed são acusados de massacrar não-árabes em Darfur |
Os campos de refugiados dependem das doações internacionais de medicamentos e alimentos.
De acordo com as organizações que prestam serviços humanitários, a violência tem tornado o trabalho de ajuda mais difícil e eventualmente impossível.
Tratado de paz
Tentativas da União Africana – um bloco de países africanos – para encerrar o conflito resultaram em um tratado de paz, assinado em 2006.
O governo do Sudão apoiou o tratado, mas apenas uma facção– a do rebelde Minni Minawi – assinou o acordo.
No tratado, o governo concorda em desarmar os Janjaweed, mas até agora pouco foi feito.
Neste tempo, a facção de Minni Minawi agora está lutando junto com o governo contra outros grupos rebeldes. Na prática, a violência sectária aumentou desde a assinatura do tratado de paz.
Tropas da ONU
Os sete mil soldados da União Africana são insuficientes e têm poucos poderes para conseguir coibir a violência numa área tão grande.
O Sudão tem resistido à pressão diplomática dos países ocidentais para aceitar que uma missão liderada pelas Nações Unidas assuma o trabalho da União Africana.
A ONU quer duplicar o número de tropas no país, mas até agora o Sudão aceita apenas o envio extra de três mil tropas. A ONU discute agora quais países integrarão a missão.
Em abril de 2006, o Conselho de Segurança da ONU aprovou sanções contra dois líderes rebeldes, um comandante da Aeronáutica e um líder dos Janjaweed acusados de crimes de guerra em Darfur.
Um dossiê denunciando crimes de guerra, produzido pela Comissão de Direitos Humanos da ONU, também foi entregue ao Tribunal Penal Internacional, em Haia.
Cerca de 50 integrantes das forças de segurança do Sudão estão sendo processados na Justiça, em Cartum, mas entidades internacionais dizem que isso é apenas uma forma do governo sudanês de impedir que eles sejam levados ao Tribunal Penal Internacional.
Casal britânico é libertado após mais de um ano refém de piratas da Somália
09:27 | Postado por
Jutahy
Autoridades britânicas receberam os aposentados raptados em cerimônia na cidade de Adado
Um casal britânico sequestrado em seu iate há mais de um ano por piratas somalis foi libertado neste domingo, dando fim a um dos sequestros mais dramáticos e prolongados feitos por piratas na costa da África Oriental. Os piratas raptaram o casal de aposentados Paul e Rachel Chandler em 23 de outubro do ano passado, após terem tomado o iate em que eles estavam no Oceano Índico, no litoral das ilhas Seychelles.O casal estava tranquilo e sorridente durante uma pequena cerimônia na comunidade somali de Adado, depois que foram soltos pela manhã mediante um pagamento de resgate milionário.
— Estamos felizes de estar com vida — disse Rachel Chandler.
O casal britânico deixou em um voo a cidade de Adado, onde seu calvário 388 dias chegou ao fim. No local, eles foram recebidos por altos funcionários do governo britânico.
Apesar da libertação dos Chandler, os piratas somalis seguem detendo cerca de 500 reféns e mais de 20 embarcações, com pedidos de resgates milionários.
A LOCALIZAÇÃO DO GOLFO DE ADEN PODE CAIR NA PROVA
UM PRÊMIO NOBEL QUE PODE CAIR NO VESTIBULAR
09:20 | Postado por
Jutahy
`Quero ouvir o que outros países podem fazer por nós´, diz Suu Kyi
A ativista foi cercada pela multidão no caminho até a sede do partido
A líder política Aung San Suu Kyi disse, neste domingo, que pretende conversar com países ocidentais sobre a situação de Mianmar, país que é governado por uma junta militar.
Suu Kyi foi liberada no último sábado após cumprir uma sentença de 18 meses de prisão domiciliar em Yangun, maior cidade do país.Em entrevista exclusiva ao Serviço Mundial da BBC, a Nobel da Paz disse que pretende ouvir o povo birmanês e representantes de outras nações sobre a democratização de Mianmar, antes de planejar seus próximos passos.
"Há muito sobre o que eu quero aprender agora. Quero ouvir o que as pessoas querem, o que os outros países querem, o que eles acham que podem fazer por nós e o que nós achamos que eles podem fazer por nós. E decidir por algo que seja aceitável para o máximo de pessoas possível.", disse.
Ela afirmou também que não teme uma nova ordem de prisão da junta militar que governa o país: "Não estou com medo, não digo para mim mesma que não vou fazer isso ou aquilo porque eles podem me prender novamente."
"Mas sei que sempre existe a possibilidade de que eu volte a ser presa e isso não é algo que eu queira. Quando você é preso, não pode trabalhar tanto quanto se estivesse livre."
Reconciliação
A ativista evitou fazer críticas ao governo birmanês e disse que pretende buscar uma reconciliação com a junta militar.
"Acho que nós teremos que resolver nossas diferenças na mesa, conversando uns com os outros, percebendo por que discordamos e tentando remover as fontes de desacordo se for possível.", declarou.
"Eu não critico as pessoas só por criticá-las. Muitas coisas que eu acho que tem que ser ditas sobre os generais, eu já disse. Pode chegar um momento - espero que não existam muitos desses momentos - quando eu terei que repetir essas críticas porque será inevitável. Mas não quero simplesmente criticar essa ou aquela pessoa. Aliás, gostaria de esclarecer que nunca critiquei qualquer general de forma pessoal."
Ela disse que as alegações de fraude nas eleições parlamentares do país, que aconteceram seis dias antes de sua libertação, serão investigadas por um comitê especial de seu partido, a Liga Nacional pela Democracia (NLD).
Partidos ligados ao governo militar obtiveram a maioria dos votos nas eleições, as primeiras realizadas no país em 20 anos.
Sobre o período de detenção, Suu Kyi afirmou que "não tem bases para reclamar", já que "estava muito melhor em prisão domiciliar" do que a maioria dos 2.200 presos políticos em Mianmar.
"Eu realmente não acho que tenho bases para reclamar. Eu lutei contra essa prisão domiciliar porque acredito na lei e eu não acho que eles tinham direito - pela lei - de me colocar em nenhum tipo de detenção. Mas eu reconheço e aceito que minha situação era muito melhor do que as pessoas que estão na prisão. Só quero que elas sejam libertadas o quanto antes."
Apoio
Em coletiva de imprensa na sede do partido horas antes, a Nobel da Paz disse ainda que espera que o que faz pelo país não seja baseado somente em "autoridade moral".
"Gosto de pensar que sou parte de um movimento pela democracia", declarou.
Ela pediu ainda o apoio e a participação do povo birmanês na luta pela democracia.
"Não posso fazer isso sozinha, vocês tem que fazer comigo", disse. "Uma pessoa sozinha não pode fazer algo tão importante quanto trazer democracia genuína a um país."
13 de nov. de 2010
CUIDADO COM A RODADA DE DOHA NO VESTIBULAR
18:13 | Postado por
Jutahy
A rodada Doha das negociações da OMC visa diminuir as barreiras comerciais em todo o mundo, com foco no livre comércio para os países em desenvolvimento. As conversações centram-se na separação entre os países ricos, desenvolvidos, e os maiores países em desenvolvimento (representados pelo G20). Os subsídios agrícolas são o principal tema de controvérsia nas negociações.
A rodada Doha começou em Doha (Qatar), e negociações subsequentes tiveram lugar em: Cancún (México), Genebra (Suíça), Paris (França), Hong Kong (China) e Potsdam (Alemanha).
A rodada Doha das negociações da OMC começou em novembro de 2001, com previsão de término em 2006. O objetivo era a adesão à Agenda de Desenvolvimento de Doha, e a partir daí negociar a abertura dos mercados agrícolas e industriais. A intenção declarada da rodada era tornar as regras de comércio mais livres para os países em desenvolvimento.
Cancún
A conferência de Cancún em 2003, que tinha como objetivo "planejar um acordo concreto sobre os objetivos da rodada Doha", fracassou após quatro dias de discussão entre os países membros sobre subsídios agrícolas e acesso aos mercados. As quatro áreas-chave de negociação centraram-se em: agricultura, produtos industrializados, comércio de serviços e atualização de normas alfandegárias.
A divisão Norte-Sul foi mais evidente em assuntos ligados à agricultura. Os subsídios agrícolas dos países ricos (tanto a Política Agrícola Comum da União Europeia quanto os subsídios agrícolas do governo dos EUA) se tornaram um ponto crucial. Os países em desenvolvimento finalmente rejeitaram um acordo que viram como desfavorável. Isto se reflete no novo bloco comercial de países em desenvolvimento e industrializados: o G20. Desde sua criação o G20 tem membros flutuantes, mas sua ponta de lança é o G4 (China, Índia, Brasil e África do Sul), que respondem juntos por 65% da população mundial, 72% de suas fazendas e 22% de sua produção agrícola. Dados encontrados na página brasileira do G 20 demonstram a legitimidade do grupo, apontando como uma das razões para isso o fato de que seus membros representam "quase 60% da população mundial, 70% da população rural em todo o mundo e 26% das exportações agrícolas mundiais".
Genebra
A conferência de agosto de 2004 em Genebra chegou a um esboço de acordo sobre a abertura do comércio global. Os EUA, UE, Japão e Brasil concordaram em abolir subsídios às exportações, reduzir os subsídios agrícolas e diminuir as barreiras tarifárias. Nações em desenvolvimento concordaram em reduzir tarifas sobre produtos manufaturados, mas obtiveram o direito de proteger suas indústrias chave. O acordo também garante alfândegas simplificadas, e regras mais rígidas para ajuda ao desenvolvimento rural.
Paris
As negociações de Paris em setembro de 2005 se centraram em alguns temas: a França afirma que cortará os subsídios aos agricultores, enquanto que os EUA, a Austrália, a UE, Brasil e Índia não conseguiram chegar a acordos sobre frango, carne bovina e arroz. A maioria dos pontos críticos são pequenos assuntos técnicos, levando os negociadores a temer que o acordo sobre temas de grande risco político serão bem mais difíceis.
É necessário um acordo para finalizar as negociações em Hong Kong. A Oxfam acusou a UE de atrasar propositadamente as discussões, o que ameaça arruinar a rodada.
Hong Kong
A conferência em Hong Kong aconteceu entre 13 e 18 de dezembro de 2005. Os negociadores do comércio querem conseguir progressos tangíveis antes do encontro da OMC em Hong Kong, e esperam a adesão ao acordo antes de 2007, quando expira a legislação por decreto (fast-track) dos EUA. Sem decretos, será muito mais difícil obter a ratificação do senado dos EUA.
A Rodada Doha é o principal elemento do comércio mundial. De fato, se trata das exaustivas negociações entre as maiores potências comerciais do mundo, com o objetivo de diminuir as barreiras comerciais, focando o livre comércio. As negociações receberam o nome de “Doha”, capital do Qatar, pois foi nessa cidade que os países começaram a discutir a abertura do comércio mundial.
O principal problema da Rodada Doha, ou seja, do comércio mundial, é a preocupação de cada país nos efeitos de uma política liberalizante que supostamente trariam desemprego em países que não estão aptos a concorrer de forma igual.
Se as nações em desenvolvimento como Brasil e Índia querem que a UE (União Europeia) e os EUA (Estados Unidos da América) diminuam os subsídios (incentivos oferecidos pelo governo aos produtores, proporcionando a redução dos custos de produção), os países desenvolvidos querem em troca, a abertura aos produtos industrializados europeus e americanos.
Todas essas questões foram grandemente discutidas nas rodadas em Cancún, Genebra, Paris e Hong Kong, porém até hoje não há um consenso mundial a respeito da abertura comercial.
Recentemente, o Brasil e a Índia, as principais potências comerciais em desenvolvimento, abandonaram as negociações da Rodada Doha, levando todo o mundo à frustração e à descrença a respeito da liberação do comércio mundial, já que os principais países realizarão eleições recentemente, adiando ainda mais as esperanças de negociações futuras.
A rodada Doha começou em Doha (Qatar), e negociações subsequentes tiveram lugar em: Cancún (México), Genebra (Suíça), Paris (França), Hong Kong (China) e Potsdam (Alemanha).
A rodada Doha das negociações da OMC começou em novembro de 2001, com previsão de término em 2006. O objetivo era a adesão à Agenda de Desenvolvimento de Doha, e a partir daí negociar a abertura dos mercados agrícolas e industriais. A intenção declarada da rodada era tornar as regras de comércio mais livres para os países em desenvolvimento.
Cancún
A conferência de Cancún em 2003, que tinha como objetivo "planejar um acordo concreto sobre os objetivos da rodada Doha", fracassou após quatro dias de discussão entre os países membros sobre subsídios agrícolas e acesso aos mercados. As quatro áreas-chave de negociação centraram-se em: agricultura, produtos industrializados, comércio de serviços e atualização de normas alfandegárias.
A divisão Norte-Sul foi mais evidente em assuntos ligados à agricultura. Os subsídios agrícolas dos países ricos (tanto a Política Agrícola Comum da União Europeia quanto os subsídios agrícolas do governo dos EUA) se tornaram um ponto crucial. Os países em desenvolvimento finalmente rejeitaram um acordo que viram como desfavorável. Isto se reflete no novo bloco comercial de países em desenvolvimento e industrializados: o G20. Desde sua criação o G20 tem membros flutuantes, mas sua ponta de lança é o G4 (China, Índia, Brasil e África do Sul), que respondem juntos por 65% da população mundial, 72% de suas fazendas e 22% de sua produção agrícola. Dados encontrados na página brasileira do G 20 demonstram a legitimidade do grupo, apontando como uma das razões para isso o fato de que seus membros representam "quase 60% da população mundial, 70% da população rural em todo o mundo e 26% das exportações agrícolas mundiais".
Genebra
A conferência de agosto de 2004 em Genebra chegou a um esboço de acordo sobre a abertura do comércio global. Os EUA, UE, Japão e Brasil concordaram em abolir subsídios às exportações, reduzir os subsídios agrícolas e diminuir as barreiras tarifárias. Nações em desenvolvimento concordaram em reduzir tarifas sobre produtos manufaturados, mas obtiveram o direito de proteger suas indústrias chave. O acordo também garante alfândegas simplificadas, e regras mais rígidas para ajuda ao desenvolvimento rural.
Paris
As negociações de Paris em setembro de 2005 se centraram em alguns temas: a França afirma que cortará os subsídios aos agricultores, enquanto que os EUA, a Austrália, a UE, Brasil e Índia não conseguiram chegar a acordos sobre frango, carne bovina e arroz. A maioria dos pontos críticos são pequenos assuntos técnicos, levando os negociadores a temer que o acordo sobre temas de grande risco político serão bem mais difíceis.
É necessário um acordo para finalizar as negociações em Hong Kong. A Oxfam acusou a UE de atrasar propositadamente as discussões, o que ameaça arruinar a rodada.
Hong Kong
A conferência em Hong Kong aconteceu entre 13 e 18 de dezembro de 2005. Os negociadores do comércio querem conseguir progressos tangíveis antes do encontro da OMC em Hong Kong, e esperam a adesão ao acordo antes de 2007, quando expira a legislação por decreto (fast-track) dos EUA. Sem decretos, será muito mais difícil obter a ratificação do senado dos EUA.
A Rodada Doha é o principal elemento do comércio mundial. De fato, se trata das exaustivas negociações entre as maiores potências comerciais do mundo, com o objetivo de diminuir as barreiras comerciais, focando o livre comércio. As negociações receberam o nome de “Doha”, capital do Qatar, pois foi nessa cidade que os países começaram a discutir a abertura do comércio mundial.
O principal problema da Rodada Doha, ou seja, do comércio mundial, é a preocupação de cada país nos efeitos de uma política liberalizante que supostamente trariam desemprego em países que não estão aptos a concorrer de forma igual.
Se as nações em desenvolvimento como Brasil e Índia querem que a UE (União Europeia) e os EUA (Estados Unidos da América) diminuam os subsídios (incentivos oferecidos pelo governo aos produtores, proporcionando a redução dos custos de produção), os países desenvolvidos querem em troca, a abertura aos produtos industrializados europeus e americanos.
Todas essas questões foram grandemente discutidas nas rodadas em Cancún, Genebra, Paris e Hong Kong, porém até hoje não há um consenso mundial a respeito da abertura comercial.
Recentemente, o Brasil e a Índia, as principais potências comerciais em desenvolvimento, abandonaram as negociações da Rodada Doha, levando todo o mundo à frustração e à descrença a respeito da liberação do comércio mundial, já que os principais países realizarão eleições recentemente, adiando ainda mais as esperanças de negociações futuras.
LIBERADA A EXPLORAÇÃO DE URÂNIO EM CAITITÉ
04:36 | Postado por
Jutahy
09.11.2010
Bahia Mineração recebe licença para exploração de mina em Caetité
Bahia Mineração recebe licença para exploração de mina em Caetité
A Bahia Mineração (Bamin) recebeu do Instituto do Meio Ambiente do Estado a licença para a exploração da mina em Caetité, no sudoeste baiano. A extração do minério de ferro faz parte do Projeto Pedra de Ferro. Segundo a companhia, toda produção da região será escoada pela Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), até Ilhéus, no sul da Bahia, de onde o minério será exportado para o exterior.
A expectativa da Bamin é que a produção da Pedra de Ferro seja iniciada em 2013, com estimativas de exportação de 19,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
"O empreendimento torna a Bahia o terceiro estado brasileiro com a maior produção do minério, cujo crescimento da demanda vem acompanhando o avanço da indústria siderúrgica", informou a Bamin.
A companhia aguarda, agora, a liberação da licença prévia do Terminal Portuário de Uso Privativo da Bamin em Ilhéus, que está sob análise do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
COMENTÁRIO DE JUTAHY
OS NÍVEIS DE URÂNIO ENCONTRADOS NAS ÁGUAS DE CAITITÉ SÃO SEGUROS. O FATO DO METAL FAZER PARTE DA ESTRUTURA GEOLÓGICA DA REGIÃO HÁ 400 MILHÕES DE ANOS FAZ O NÍVEL DE RADIAÇÃO LOCAL SUBIR. ISSO NÃO QUER DIZER QUE ESTÁ CONTAMINADO.
ABAIXO MATÉRIA MOSTRA POSSÍVEL CONTAMINAÇÃO EM 2008.
No Núcleo Escolar Bento Oliveira Ledo, que atende a 95 crianças, na Vila de Juazeiro, na zona rural de Caetité, a 757 km de Salvador, a professora teme pela saúde dos alunos. “Nas conversas que temos com os pais, eles se queixam de que seus filhos estão com verme, indispostos e sem apetite. Com certeza, a água que não é tratada tem a ver com isso, mas, se por trás desses sintomas, existem outros bem piores?”, indaga a educadora.
A água consumida na escola é tirada de um dos poços de onde foram coletadas amostras que, quando analisadas em laboratório, nelas constatou-se a contaminação por urânio. A professora reclama da falta de informações e providências desde que a ONG Greenpeace tomou levou amostras da água para análise fora do País. A Vila de Juazeiro fica a 8 km da mina de urânio explorada pelas Indústrias Nucleares Brasileiras (INB).
O exame foi feito no laboratório da Universidade de Exeter, na Inglaterra, a pedido do Greenpeace, e indicou índices de radioatividade sete vezes acima do parâmetro estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e duas vezes acima do que estabelece o Conselho nacional do Meio Ambiente (Conama). A ONG, que articula um movimento mundial contra a energia nuclear, deflagrou, nesta quinta-feira, 16, uma ação em nível nacional de alerta para os riscos da exploração de urânio e de irregularidades na operação da INB.
Em um relatório divulgado nesta quinta, o Greenpeace mostra que a indústria ficou até o mês de agosto sem cumprir as condicionantes da licença de operação, que previa estudos epidemiológicos sobre a saúde da população da área de influência da mina e sobre o impacto da atividade no sistema hidrogeológico da região. As amostras foram coletadas em abril deste ano, em vários pontos situados na área de influência da mina (raio de 20 km), onde vivem cerca de três mil pessoas.
Do total de 20, duas amostras apresentaram resultados mais graves para a presença de urânio. Segundo a coordenadora do estudo. Rebeca Lerer, foi a primeira vez que foi feita análise independente da água da região. “Antes, só a empresa fazia, mas, mesmo assim, não divulga os resultados”, afirmou. De acordo com ela, a escolha de um laboratório no exterior se deu “porque os laboratórios do País não têm total independência”.
INB – O diretor de recursos naturais da INB, Otto Bittencourt Netto, classificou de injusta a posição do Greenpeace. “Nós só estamos operando porque temos todas as licenças, tanto do Ibama, quanto da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM)”. A notícia da contaminação por urânio em amostras analisadas pela ONG causou surpresa. “Não temos responsabilidade nisso, mas vamos lá para fazer novas análises e, se for confirmado, vamos ajudar a população”, disse. Ele falou que a medida a ser tomada em caso positivo seria o fechamento dos poços e a perfuração de novos em locais onde não haja presença de urânio.
Otto destacou que a região tem urânio há milênios e que pode acontecer de um poço ter sido aberto em local de ocorrência do minério radioativo. Sobre os estudos da relação do urânio com a incidência de câncer na região, ele afirmou que já começaram. O diretor justificou a demora pela dificuldade de entrar em acordo com os diversos órgãos públicos que atuariam em conjunto. “Decidimos partir para uma licitação e foi selecionada a Fundação Oswaldo Cruz, que começou o trabalho em fevereiro”, afirmou.
Leia mais sobre a contaminação por urânio em Caetité na edição desta sexta-feira de A TARDE, ou clique aqui.
A expectativa da Bamin é que a produção da Pedra de Ferro seja iniciada em 2013, com estimativas de exportação de 19,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
"O empreendimento torna a Bahia o terceiro estado brasileiro com a maior produção do minério, cujo crescimento da demanda vem acompanhando o avanço da indústria siderúrgica", informou a Bamin.
A companhia aguarda, agora, a liberação da licença prévia do Terminal Portuário de Uso Privativo da Bamin em Ilhéus, que está sob análise do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
COMENTÁRIO DE JUTAHY
OS NÍVEIS DE URÂNIO ENCONTRADOS NAS ÁGUAS DE CAITITÉ SÃO SEGUROS. O FATO DO METAL FAZER PARTE DA ESTRUTURA GEOLÓGICA DA REGIÃO HÁ 400 MILHÕES DE ANOS FAZ O NÍVEL DE RADIAÇÃO LOCAL SUBIR. ISSO NÃO QUER DIZER QUE ESTÁ CONTAMINADO.
ABAIXO MATÉRIA MOSTRA POSSÍVEL CONTAMINAÇÃO EM 2008.
16/10/2008 às 23:23
| ATUALIZADA EM: 17/10/2008 às 00:51 | COMENTÁRIO (0)Urânio contamina água em povoado rural de Caetité
Maiza de Andrade e Juscelino Souza, do A TARDEA água consumida na escola é tirada de um dos poços de onde foram coletadas amostras que, quando analisadas em laboratório, nelas constatou-se a contaminação por urânio. A professora reclama da falta de informações e providências desde que a ONG Greenpeace tomou levou amostras da água para análise fora do País. A Vila de Juazeiro fica a 8 km da mina de urânio explorada pelas Indústrias Nucleares Brasileiras (INB).
O exame foi feito no laboratório da Universidade de Exeter, na Inglaterra, a pedido do Greenpeace, e indicou índices de radioatividade sete vezes acima do parâmetro estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e duas vezes acima do que estabelece o Conselho nacional do Meio Ambiente (Conama). A ONG, que articula um movimento mundial contra a energia nuclear, deflagrou, nesta quinta-feira, 16, uma ação em nível nacional de alerta para os riscos da exploração de urânio e de irregularidades na operação da INB.
Em um relatório divulgado nesta quinta, o Greenpeace mostra que a indústria ficou até o mês de agosto sem cumprir as condicionantes da licença de operação, que previa estudos epidemiológicos sobre a saúde da população da área de influência da mina e sobre o impacto da atividade no sistema hidrogeológico da região. As amostras foram coletadas em abril deste ano, em vários pontos situados na área de influência da mina (raio de 20 km), onde vivem cerca de três mil pessoas.
Do total de 20, duas amostras apresentaram resultados mais graves para a presença de urânio. Segundo a coordenadora do estudo. Rebeca Lerer, foi a primeira vez que foi feita análise independente da água da região. “Antes, só a empresa fazia, mas, mesmo assim, não divulga os resultados”, afirmou. De acordo com ela, a escolha de um laboratório no exterior se deu “porque os laboratórios do País não têm total independência”.
INB – O diretor de recursos naturais da INB, Otto Bittencourt Netto, classificou de injusta a posição do Greenpeace. “Nós só estamos operando porque temos todas as licenças, tanto do Ibama, quanto da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM)”. A notícia da contaminação por urânio em amostras analisadas pela ONG causou surpresa. “Não temos responsabilidade nisso, mas vamos lá para fazer novas análises e, se for confirmado, vamos ajudar a população”, disse. Ele falou que a medida a ser tomada em caso positivo seria o fechamento dos poços e a perfuração de novos em locais onde não haja presença de urânio.
Otto destacou que a região tem urânio há milênios e que pode acontecer de um poço ter sido aberto em local de ocorrência do minério radioativo. Sobre os estudos da relação do urânio com a incidência de câncer na região, ele afirmou que já começaram. O diretor justificou a demora pela dificuldade de entrar em acordo com os diversos órgãos públicos que atuariam em conjunto. “Decidimos partir para uma licitação e foi selecionada a Fundação Oswaldo Cruz, que começou o trabalho em fevereiro”, afirmou.
Leia mais sobre a contaminação por urânio em Caetité na edição desta sexta-feira de A TARDE, ou clique aqui.
G20 NA GUERRA CAMBIAL
03:58 | Postado por
Jutahy
G20 anuncia acordo sem resolver 'guerra cambial'
Rogério Wassermann
Enviado especial a Seul
Muitas propostas colocadas por líderes do G20 não foram atendidas
A reunião de cúpula do G20 (grupo das 20 principais economias do planeta), terminou nesta sexta-feira em Seul, na Coreia do Sul, sem conseguir dissipar completamente as disputas sobre desequilíbrios cambiais que vinham dominando as discussões entre países membros nas últimas semanas.
O acordo apresentado pelos líderes ao final do encontro de dois dias reconhece as disputas e pede que os países se abstenham de promover as chamadas "desvalorizações competitivas" (perda do valor da moeda para favorecer os produtos de exportação do país).Também reconhece o direito dos países emergentes, como o Brasil, de adotar políticas emergenciais para mitigar os efeitos de desvalorizações nas moedas dos demais países e sugere a adoção do câmbio flutuante como melhor sistema.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou Seul imediatamente após o final da reunião e não deu declarações, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se disse satisfeito com o acordo, apesar de reconhecer que ele não acaba com a chamada "guerra cambial".
Acordo ignorado
O acordo final da cúpula de Seul não difere substancialmente da resolução adotada após a reunião entre ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20, no mês passado, também na Coreia do Sul.
Há dúvidas sobre o que acordo pode fazer para reduzir guerra cambial
O anúncio do Fed colocou os Estados Unidos na linha de tiro das críticas na guerra cambial, papel antes reservado à China, criticada por adotar uma política de câmbio controlado vinculado ao dólar.
Países como o Brasil criticam a decisão americana por entender que, sem uma política de investimentos e incentivo ao consumo interno, ela levará ao aumento do fluxo de recursos para os países emergentes, que oferecem juros mais altos e rentabilidade maior nas bolsas, provocando pressões para a elevação do valor da moeda e da inflação.
Os emergentes, muitos dos quais possuem hoje grandes quantidades de reservas internacionais em dólar, reclamam também que uma desvalorização da moeda americana reduz por consequência o valor de suas reservas.
Guerra não acabou
"Absolutamente não acabou a guerra cambial, mas pelo menos ela passou a ser discutida, coisa que não era, e com isso poderemos usar instrumentos para mitigar seus efeitos", afirmou Mantega, primeiro nome de peso internacional a usar o termo "guerra cambial" para se referir às disputas, em setembro.
Apesar do elogio do ministro ao texto final da cúpula, não chegaram a ser discutidas propostas anunciadas pelo governo brasileiro nos últimos dias, como o abandono do dólar como moeda de referência para as transações internacionais ou a criação de um índice do FMI (Fundo Monetário Internacional) para medir possíveis manipulações para desvalorizações cambiais.
Absolutamente não acabou a guerra cambial, mas pelo menos ela passou a ser discutida, coisa que não era, e com isso poderemos usar instrumentos para mitigar seus efeitos.
Guido Mantega, ministro da Fazenda do Brasil
A proposta americana tinha grande oposição da China e da Alemanha, os dois maiores exportadores do mundo e países com grandes superávits.
Num dos poucos avanços nesse ponto, apesar da resistência chinesa, o acordo estabeleceu um prazo até o final do próximo semestre para que os países indiquem suas medidas para buscar a redução dos desequilíbrios entre superávits e déficits.
"É importante que os conflitos foram reconhecidos, principalmente dos desequilíbrios das balanças de pagamento entre os países e os desequilíbrios de câmbio. Isso foi reconhecido oficialmente e é um avanço muito grande", afirmou Mantega.
Rodada Doha
Apesar do fracasso na questão cambial, houve mostras de consenso na cúpula sobre uma possível conclusão da rodada Doha para a liberalização do comércio internacional, paralisada desde 2008.
Os líderes concordaram com a existência de uma "janela de oportunidade" para um acordo global na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2011.
Segundo fontes que acompanharam os debates, vários líderes discursaram com entusiasmo a favor de um acordo, que segundo eles poderia ajudar na superação da crise global por meio do aumento do comércio internacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria apontado o fato de que um acordo esteve muito próximo de ser fechado em 2008, mas acabou não acontecendo por causa das resistências da Índia e dos Estados Unidos.
Já o líder americano, Barack Obama, afirmou porém que está pronto para fazer as concessões necessárias para que o acordo da rodada Doha seja fechado.
O premiê britânico, David Cameron, por sua vez, teria citado estudos que mostrariam um incremento anual de US$ 170 bilhões nas trocas internacionais com um possível acordo para afirmar que a rodada Doha deve ser concluída o quanto antes, se possível até mesmo antes do prazo colocado no comunicado do G20.
'Consenso de Seul'
Apesar da sensação de fracasso expressa por muitos em relação à cúpula de Seul, o ministro Guido Mantega disse não considerar que o G20 viva um momento de crise pela falta de consenso entre os países-membros em relação aos principais temas de discussão.
"Lógico que existem arestas, pontos de vista diferentes, mas por meio do diálogo se chega a pontos em comum", afirmou.
Segundo ele, "o G20 é uma grande novidade, o fórum internacional mais importante que se constituiu nos últimos tempos e mostrou sua eficácia". "Os países querem que ele permaneça, há o desejo de todos para que ele permaneça", afirmou.
Mantega se disse otimista em relação ao G20. "Não viajamos 30 horas (do Brasil à Coreia do Sul) só para perder tempo em reunião. No momento, acredito que ainda há vigor no G20", disse.
Outro ponto positivo do documento destacado pelo ministro brasileiro é o "Plano de Ação de Seul", uma série de sugestões de caminho para a retomada do crescimento da economia mundial.
Entre os pontos de ação sugeridos está o estímulo à demanda doméstica para o aumento do consumo interno.
A sugestão atende o desejo dos países emergentes, que argumentam terem conseguido resistir à crise global com essa receita e que mercados consumidores deprimidos nos países desenvolvidos podem levar a uma nova crise.
O plano exposto no documento final da cúpula já vem sendo chamado de "Consenso de Seul", em referência ao Consenso de Washington, adotado nos anos 1990, e que pregava as privatizações e a redução do Estado como motores do crescimento econômico.
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