12 de dez. de 2010

DIFICULDADES PARA CONTROLAR A FRONTEIRA DOS EUA - AGORA É UM TÚNEL

11 de dez. de 2010

SUDÃO - ÁFRICA

Partido sudanês defende separação entre norte e sul
Cartaz sobre referendo no Sudão

Referendo sobre divisão do país ocorrerá em janeiro

O partido governista do sul do Sudão (SPLM) apoiou publicamente, pela primeira vez, a independência para a região, que será objeto de referendo no próximo mês.

A declaração contrasta com os termos de um acordo de paz de 2005, que pôs fim a décadas de guerra civil com o norte do país.

Segundo os termos do acordo, o SPLM e o partido governista do norte, NCP, concordavam em buscar a unidade. Mas Anne Itto, uma membro sênior do SPLM, disse neste sábado que as ações do NCP faziam com que a unidade parecesse “pouco atraente”. Por isso, instou os sulistas a votar em favor da independência.

O norte é habitado pela maioria da população muçulmana sunita, enquanto os cristãos se concentram no sul e na capital Cartum.

O correspondente da BBC em Cartum James Copnall relata que a aprovação da divisão do país tem ganhado força e que pouco foi feito pelos dos partidos para buscar de fato uma união.

As tensões crescem à medida que o referendo de janeiro se aproxima, com o SPLM acusando o norte por diversos ataques em pequena escala no sul. Os militares do norte negam as acusações.

Itto disse que não houve nenhum progresso nas recentes negociações entre os dois partidos.

“Tivemos diversas reuniões sem resultados. Nem em segurança, em tratados internacionais, em finanças, em recursos naturais, nem mesmo em cidadania”, disse a jornalistas.

Balanço de forças

Em paralelo, a organização do referendo disse que está em curso uma campanha para dinamitar o processo, criando “confusão” com alegações de problemas na votação.

Em Darfur, no oeste do país, o temor é que a divisão do país resulte em mais violência na empobrecida e conflituosa região.

Caso se confirme a separação do sul, o balanço de forças no Sudão deverá ser drasticamente alterado. Em um país substancialmente menor, a importância relativa dos rebeldes de Darfur - acusados de genocídio - deverá crescer.
9 de dez. de 2010

TRANSPORTE SALVADOR - ITAPARICA

07/12/2010 às 09:50 | ATUALIZADA EM: 08/12/2010 às 21:10 | COMENTÁRIOS (39)
Tarifa de ferry-boat mais cara nos horários de pico com hora marcada
Hieros Vasconcelos l A TARDE
Marco Aurélio Martins/Agência A TARDE

Passageiros embarcam no ferry-boat Ivete Sangalo, no terminal de São Joaquim
A TWB, empresa concessionária do sistema ferry-boat, recuou da decisão anunciada na segunda-feira, 6, e vai manter o aumento de 50% na tarifa para a tarifa nos horários de pico apenas para as passagens compradas com hora marcada.
As passagens para os horários de menor movimento terão desconto de igual percentual. A tarifa variável vale para as viagens feitas a partir do dia 26, e já será aplicada nesta quarta, 8, com o início da venda das passagens de hora marcada para o período até o dia 04 de janeiro.
A medida foi anunciada pela TWB na noite desta terça, 7, após o término da reunião entre representantes da empresa, da Secretaria da Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra) e da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba).
A tarifa variável nos horários de pico está prevista no contrato de concessão do sistema ferry-boat, mas depende de autorização da Agerba. A medida pode ser usada nos feriados e finais de semana, e no período entre o Natal e o Carnaval, com o objetivo de adequar a demanda e dar mais conforto aos usuários, segundo prevê a cláusula 24.9 do documento.
Negativa - Menos de uma hora e meia após a TWB anunciar o reajuste, a Secretaria da Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra) emitiu uma nota na qual afirma que o aumento “ainda depende de regulamentação a ser elaborada pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba)”. Contudo, a TWB, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que o aumento está previsto em contrato e será mantido.
A ponte Salvador-Itaparica e os pessimistas de plantão
Redação do Jornal da Mídia

ANTES DESSA POLÊMICA:

Segunda-feira, 30/03/2009 - 09:24
Incríveis - e às vezes até chocantes – são as bobagens que têm saído na mídia sobre a idéia, o projeto, o pensamento, sabe-se lá o quê, do Governo do Estado em construir a ponte Salvador-Ilha de Itaparica. Depois que o governador Jaques Wagner fez o anúncio da ponte, na última segunda-feira, passou a ser bombardeado insistentemente pela imprensa, especialmente por alguns programas de rádio.

Parece até coisa orquestrada.

A Bahia pensa pequeno demais! Ora, a construção da ponte sempre foi um desejo quase que unânime. Veranistas, turistas e até os nativos, cansados com a pobreza, o abandono e, principalmente, com a precariedade do transporte entre a capital e Itaparica, sempre se manifestaram a favor da ponte. E a mídia, principalmente a mídia, muito mais ainda.


A Bahia não pode jogar fora um patrimônio como a Ilha de Itaparica, um potencial turístico invejável. É preciso se pensar grande e se pensar no futuro das gerações e no desenvolvimento do Estado.
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Como é que agora estão todos contra? Alguns utilizam os argumentos corriqueiros de sempre como justificativa. Tipo: "O governo devia colocar esse dinheiro da ponte na área de saúde". Outro: "A ponte vai esculhambar a Ilha" ou "O projeto é inviável porque não tem área em Salvador para escoamento do tráfego"..."O governador está querendo fazer marketing para se reeleger"..."Isso é factóide de Wagner", etc, etc, etc.

Porém há um outro comentário que merece registro especial. Um jornal de grande influência da capital opinou que o dinheiro da ponte daria para comprar 35 ferry-boats do tipo "Ivete Sangalo", que segundo o autor da matéria custou R$ 35 milhões (será?). Seria, então, uma "ponte" de "Ivetões".

Sim, e daí? Onde é que atracariam esses 35 ferries? Existe demanda para tanto? Existem áreas nos terminais de São Joaquim e Bom Despacho para construção de gavetas de atracação?

Ora, ora! Todos sabem que o sistema ferry-boat está estagnado e foi sucateado desde que em 1996, o governo Paulo Souto decidiu entregá-lo a um consórcio paulista formado por empresários de ficha suja, que estão sendo procurados pelo Ministério Público, acusados de desvio de dinheiro e de formação de quadrilha.

O ferry-boat, para quem não sabe, foi criado em 1972 por Luiz Viana Filho apenas para transportar veículos na travessia Salvador-Bom Despacho e se transformou em um transporte de massa. Com a estrutura atual, não pode operar com mais de 8 embarcações por falta de gavetas. Se existirem 10 ferries, por exemplo, todos ao mesmo tempo em tráfego, no momento da atracação terão que esperar no mar para poder completar a operação, o que causaria atraso na viagem. Além disso, a demanda de passageiros e veículos no sistema é sazonal - precisa-se de muitos navios em tráfego no verão, mas no inverno até dois ou no máximo três são suficientes. Então, ninguém vai fazer investimento em navios, em mais dois, três ou 35, como calculou o jornal, para ficar parados no mínimo 8 meses no ano.

Mais ainda: ninguém suporta mais esta história de ferry-boat. Trata-se de um sistema totalmente inconfiável e todos têm consciência disso - tanto a população como o Governo do Estado. E a ponte em hipótese alguma inviabilizaria a travessia de passageiros das linhas Salvador-Bom Despacho e Salvador-Mar Grande, que poderia funcionar normalmente como transporte complementar, desde que operadas com embarcações apropriadas, de porte médio, modernas e velozes. A travessia Rio-Niterói não acabou depois da ponte que foi construída ligando as duas cidades. Ou acabou?

Seria mais prudente, mais democrático e mais inteligente, portanto, que em vez de se ficar criticando a iniciativa ou o desejo do governador Jaques Wagner, que se ouça os técnicos especializados no assunto, pois só assim se chega à conclusão de que o projeto é ou não viável.

Não acreditamos, sinceramente, que uma construtora como a Norberto Odebrecht, com o nome que tem, tenha feito há 30 anos um projeto ou esboço, com maquetes e detalhes técnicos da ponte Salvador-Ilha de Itaparica, com análise de todos os impactos possíveis e impossíveis, para enganar o governo da época. O projeto tramitou em alguns órgãos do governo estadual, como o Departamento de Portos e Vias Navegáveis (DPVN) e Companhia de Navegação Bahiana, ambos extintos. A Odebrecht informou que não dispõe mais, em seus arquivos, do material que compôs o projeto, o que é uma pena.

Não acreditamos, também, que o governador Jaques Wagner tenha sido precipitado ou esteja fazendo uma jogada de marketing para usá-la na campanha de 2010. Seria um tiro no pé, neste caso. Ninguém é inocente para não saber que a obra é difícil, exige muito estudo, mas que poderá se tornar uma realidade, desde que haja comprometimento dos governos - estadual e federal - e, principalmente, recursos. A crise econômica mundial está aí, sim, mas não vai durar a vida inteira.

A Bahia não pode jogar fora um patrimônio que tem, como a Ilha de Itaparica, um potencial turístico invejável, que está lá abandonada há pelo menos duas décadas, sem qualquer infraestrutura para receber visitantes, com o comércio quebrado, sem segurança e com os nativos sobrevivendo da pesca de mariscos como há um século. Tudo isso, sim, é uma esculhambação e uma vergonha para um Estado como o nosso e não a construção da ponte Salvador-Itaparica.

É preciso se pensar grande e se pensar no futuro das gerações e no desenvolvimento da Bahia. Não é possível se pensar na Ilha apenas como local para curtição, para bagunça e para o turismo de farofa. A Ilha de Itaparica precisa de empreendimentos de porte - o Mediterranée está lá, sozinho -, para gerar emprego e renda para o seu povo. Precisa de faculdades, de segurança e de um comércio forte.

Com certeza, nesta economia globalizada que está aí, a Ilha de Itaparica jamais vai atrair investimentos sem ter uma ligação com Salvador à altura de um Estado desenvolvido.
8 de dez. de 2010

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A VERDADEIRA GEOGRAFIA

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